Generalizar ou não generalizar, eis a questão

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31/07/2015 por Radoc Lobo

Uma coisa que sempre me incomoda é ter um argumento criticado por “generalizar”.

Se você fala “Eu não gosto de dinossauros, eles são perigosos.” sempre aparece alguém que gosta da categoria criticada para dizer “você não pode generalizar”.

O lance é que eu posso sim.

Generalizar significa falar da maioria ou do todo que chega até mim.

Veja o caso do funk por exemplo, a maioria das pessoas que criticam o funk cita os mesmos aspectos e diz que o funk é horrível.

Existem bons cantores dentro do funk, mas eu não conheço nenhum. Talvez porque nunca chegou até meus ouvidos ou porque os critérios de qualidade do funk me desagradam.

Deixa eu dar outro exemplo para esse texto não ser todo negativo.

Eu geralmente gosto de comida japonesa, mas não como peixe.

E aqui muitas pessoas vão se assustar por acharem que comida japonesa é só sushi.

É claro que uma pessoa que só vai em restaurante japonês para comer sushi vai achar que toda culinária japonesa vem do mar, como ela poderia pensar diferente se não teve curiosidade ou oportunidade de conhecer outros pratos.

Generalizar é um recurso da ignorância e a ignorância não é boa nem ruim, é o que antecede o conhecimento.

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