Memórias de um assassino – A noiva

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29/04/2015 por Radoc Lobo

Eu gosto de lembrar das mulheres de antigamente, a pureza e ingenuidade em seus sonhos dão um sabor especial ao seu sangue.

Lembro de uma que encontrei ja faz muito tempo.

Era uma jovem camponesa, parecia viver com muita simplicidade mas era linda, com pele lisa e olhos verdes.

A encontrei numa noite de lua cheia, em noites de primavera como aquela donzelas românticas eram fáceis de se achar.

Caminhei pelas sombras por um tempo, a acompanhei de casa dela até a beira de um lago com uma agua tao calma que parecia um espelho.

Me aproximei silenciosamente sem que ela percebesse.

Ela se sentou e pegou uma flor.

Neste momento eu saciei meu desejo.

Andei calmamente e a abracei.

Com meu braço esquerdo eu impedia de mover mover e com a mão direita tapava sua boca pra que não gritasse.

Seu pescoço tinha um cheiro de rosas que aumentava meu desejo.

Dei uma leve lambida pra provocar um calafrio e logo em seguida a mordi.

Aquele sangue saboroso, congelado pelo medo e desespero.

Apesar de saber que estava morrendo, eu não era objeto de seus sentimentos.

Suas ultimas lembranças foram direcionadas ao noivo que ela nunca mais iria ver.

As lágrimas corriam através de seu rosto, um silencioso pedido de adeus que poderia cortar o coração.

Eu amava as mulheres de antigamente.

Na hora da morte seus corações se enchiam com os mais puros sentimentos.

O prazer de sentir o gosto da morte é uma sensação maravilhosa que torna meu desejo insaciável.

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