Palavras em fuga 01

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26/04/2015 por Radoc Lobo

Sinto as palavras querendo fugir de meu corpo;

Como prisioneiros que vêem em minhas mãos o caminho para a liberdade.

O Formigamento começa em meus dedos e se espalha para minha mão, meu braço e caminha para minha cabeça onde fica e começa a martelar furiosamente. A ponto de tirar meu equilíbrio, bagunçar meus sentidos, tirar meu norte, e embaralhar toda minha forma de ver o mundo.

A revolução das palavras resulta em letras bagunçadas nessas linhas criadas para preservar o pouco de ordem que sou capaz de seguir.

Mas que tipo de revolução é organizada?

Que tipo de ideia se manifesta se manifesta sem um pouco de caos?

Eu não sei se estou relatando algo ou se sou apenas um escrivão, uma mera ferramenta de um relator.

Mas qual a diferença?

Porque separar quem faz, da ferramenta?

O que seria do lenhador sem o machado ou do pintor sem o pincel?

Ainda escuto essa voz na minha cabeça.

Agora um pouco mais baixo, mais tranqüila, talvez menos faminto até.

Olhar ao redor aumenta sua fome que sacio com essa mão trêmula e pouco hábil.
O preto do plástico que me rodeia assusta com a lembrança da escuridão na sombria tira do mundo as distâncias que separavam os conceitos de liberdade e prisão.

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