A lenda do cavaleiro das sombras

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30/10/2010 por Radoc Lobo

Em uma era de guerras houve um homem que mudou o mundo.
Filho de uma mãe assassinada em uma batalha cuja razão já deixava de ser lembrada.
Ele sentiu uma dor tão grande que nunca deixou de usar a marca do luto em suas vestes.
Todas as pessoas que conhecia foram mortas ou expulsas de suas casas e, assim como ele, foram destinadas a uma viagem sem retorno.
A todos os lugares que fossem eram reconhecidos como exilados de guerra e a simples suspeita de que poderiam ameaçar a paz já era usado como motivo para serem expulsos de qualquer lugar onde tentavam se estabelecer.
Este homem, diferente de todos, sempre buscava o conhecimento possuído pelos sábios e guerreiros do local.
Pouco a pouco foi se tornando conhecido por suas experiências com plantas e minérios e suas habilidades de guerra.
Quando se tornou adulto treinou a todos os homens do restante de seu povo que ainda prosseguia com ele e dominou uma pequena área escondida entre florestas e penhascos o pequeno grupo de soldados começou a crescer e a se tornar valiosos guerreiros.
No começo trabalhavam como mercenários, em troca de seus serviços pediam os conhecimentos do mais sábio de seus médicos e do mais forte de seus guerreiros até que se tornaram a mais poderosa força militar conhecida.
A marca da guerra ainda era carregada por todos, mas agora deixaram de ser as vitimas e passaram a ser as armas e os carrascos.
O jovem que buscava conhecimento deixou seu povo quando viu o tamanho do império que havia criado. Saiu em uma jornada solitária que durou anos, como se tivesse algum objetivo que ninguém conhecia.
As ciências que tiveram origens nas forçadas jornadas do passado foram espalhadas pelo mundo quando imperadores e reis de outros países se uniram para atacar o poderoso exercito que ele havia criado.
Mesmo com os mais fortes guerreiros e os melhores médicos, apos uma batalha sangrenta que durou mais luas do que foram contadas pelos sobreviventes, tudo que havia sido construído, mais uma vez foi destruído, sua ciência divida entre os reis que se uniram, os soldados escravizados e as mulheres mortas.
Depois de muito tempo, quando até o mais jovem dos sobreviventes já era tao velho que não poderia mais lutar, este homem apareceu, mais jovem do que era na época que partiu, reconhecido apenas por aqueles que viram seus pais seguindo em direção ao campo de batalha.
Como sempre com suas vestes negras como as sombras, mas agora possuía uma pedra em seu pescoço.
Era mais brilhante e mais vermelha do que o rubi ou qualquer outro minério conhecido naquela época.
Foi em cada um dos reinos que participaram do massacre e prometeu, perante a seus governantes que encontraria um jeito de trazer paz ao mundo de forma que nunca mais houvesse lutas a serem travadas.
Foi perseguido por todos que se sentiram ameaçados por aquelas palavras.
Por dias correu mas sempre deixando rastros, como se tivesse levando a todos para uma armadilha.
Parou em meio a uma planície, deixou-se ser cercado por tantos homens que
na frente de todo um exercito desapareceu com em um raio de luz, levando consigo aqueles que estavam perto e visão dos outros que estavam mais próximos.

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