Genesis

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22/10/2010 por Radoc Lobo

Deus criou um mundo para muitos filhos.
Encheu-o de vida com plantas e animais.
Quando viu a beleza que do lugar que criou decidiu que aquele seria um lugar de evolução.
Primeiro pensou em povoá-lo com anjos para que aquele paraíso fosse plenamente aproveitado mas ele temia que em muito pouco tempo surgisse uma sociedade perfeita não que impedisse o aprendizado através dos erros.
Pensou, então em povoar o mundo com demônios, mas viu que logo sua criação seria devastada por lutas e violência e a dor e o medo tornariam lenta demais a evolução.
Decidiu criar um ser neutro, que fosse capaz de ser tão celestial quanto um anjo ou tão infernal quanto um demônio.
Essa criatura foi moldada com as semelhança entre anjos e demonios por que Deus chegou a conclusão de que apenas juntos eles seriam capaz de evoluir.
Após a criação do corpo dois seres foram selecionados para iniciar a vida dessa nova espécie.
O criador atribuiu dois sexos a sua criação, o masculino e o feminino.
O corpo dele recebeu um demonio, um ser bruto e quase tão instintivo quanto um animal selvagem.
O corpo dela foi agraciado com uma luz viva, uma criatura indiscritível de beleza e amabilidade.
Deus colocou ambos na Terra sagrada que criou e aguardou amadurecerem para se reproduzir.
Havia no mundo os primogenitos de uma nova raça, mas tão diferentes um do outro que poderiam ser não apenas os primeiros, mas também os últimos dessa existência.
Então uma árvore foi plantada, esta árvore cresceu de acordo com essas criaturas que Deus criou assim, apenas quando eles tivessem prontos a árvore produziria frutos para serem colhidos.
E assim ocorreu, o homem bruto cresceu e se tornou forte, aprendeu a caçar e a sobreviver a todo custo.
A mulher frágil e inteligente aprendeu a sobreviver de ervas e frutas e a lidar em paz com os animais ao redor.
Muito tempo se passou.
A mulher não era capaz de conviver com o homem, ela o via como um animal ameaçador guiado por impulsos.
O homem não conseguia conviver com a mulher, ele a achava inútil e frágil.
Certo dia a árvore criada por Deus deu frutos.
Seus frutos possuíam uma chamativa cor vermelha e uma casca lisa que quase permitia um reflexo.
O homem e a mulher, atraídos pela beleza do fruto resolveram come-lo.
Essa fruta teve um efeito colateral sobre o homem e a mulher.
Após experimenta o fruto sagrado ela não foi mais capaz de ver os defeitos do homem como sendo ameaçadores, via apenas falhas que ela poderia ensiná-lo a mudar.
Ele deixou de ver a fragilidade da mulher como um defeito, via apenas uma delicada beleza que deveria ser preservada e protegida.
O fruto daquela árvore possuía uma semente que não foi digerida, foi direto para o coração deles para que seus filhos tivessem uma árvore interior que floresce quando eles estão prontos.
E a essa árvore foi dado o nome de amor.

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